Jeudi 8 septembre 4 08 /09 /Sep 16:41


 

PERDIDOS DENTRO DA IGREJA
Lucas 15.28-35

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Acampamento bíblico, Escodom Sinodal da Igreja Evangélica Reformada em Angola (IERA) em CAXITO

(aos 26 de Agosto, 2011)

 

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Ev. João Mendes MONA MPANZU

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INTRODUÇÃO


PerdidoO tópico deste estudo parece ser um paradoxo na medida em que pode suscitar as perguntas como: será que é possível estar dentro da igreja e não ter a salvação? A Igreja não é então o local de encontro dos salvos? Etc.

No entanto, é obvio que haja pessoas salvas na igreja mas isso não descarta a possibilidade de uma coabitação entre os perdidos e salvos no seio da igreja (refiro-me da igreja local e não da igreja Corpo de Cristo). Não é raro encontrar membros da igreja, e em certos casos, assumindo até cargos de liderança mas sem nenhum compromisso com Jesus Cristo. É deste tipo de membro que queremos debruçar neste estudo: está na igreja mas continua perdido. Tem compromisso com a igreja e pode até assumir cargos mas não tem nenhuma experiencia da salvação em Jesus.

Em Lucas 15 Jesus narra uma parábola que espelha dois tipos de perdição ou melhor, a perdição em dois contextos diferentes: um filho perdido fora da casa do pai (Lucas 15: 17-19) e um filho perdido dentro da casa do pai (Lucas 15: 29-30)

 

I. MARCAS DOS QUE ESTÃO PERDIDOS DENTRO DA IGREJA


Um estudo pormenorizado do nosso texto principal, particularmente no comportamento do filho mais velho, nos leva a destacar algumas marcas distintivas das pessoas perdidas mesmo estando dentro das igrejas ou da casa do pai. 


1. Estão em casa do pai, mas não têm intimidade com o pai (v. 31)


“Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu”.

O pai disse isso porque aquele filho andava sem alegria... estava na casa do pai, mas não estava em comunhão com ele. A herança sendo já dividida (v.12), tudo quanto o pai possuia estava literalmente na inteira disposição do filho mais velho.   Mesmo assim, este mais velho ainda se sente ofendido pelo amor do pai manisfestado em prol do seu irmão.

Quantos também, estão na igreja, mas sem intimidade com Deus... estão na igreja, mas não desfrutam da comunhão, não experimentam as unções do Espírito Santo...

 

2. Vivem dentro da igreja, na presença do pai, mas andam como solitários

 

No v. 30, lê-se que o filho mais velho nem quis fazer parte da festa. Ele usa a expressão «este teu filho» monstrando-se incapaz de dizer «este meu irmão». É notório que o discurso dele carregava muito desprezo, muita falta de apreço ou consideração pelo seu irmão que, em situações normais, seria o seu companheiro. 

Este é o caso de muita gente nos nossos dias. Estão na igreja, mas vivem como órfãos, sozinhos, solitários, sem líder, sem pastor... sem um companheiro de discipulado!


3. Estão presos no Legalismo: preocupam-se com o que pode e o que não pode.


A história do jovem rico (Marcos 10/17-22) é um exemplo vivo.

O jovem se preocupava muito com normas, leis e regulamentos. "Não pode fazer isto". "Não pode fazer aquilo". "Fazer isto é pecado". "Fazer aquilo também é pecado". Aquele jovem cresceu tendo um conceito errado de Deus. Imaginava-O sentado no Seu trono de justiça, ditando regras, com o rosto sério e uma vara na mão, pronto para castigar o desobediente. Esqueceu-se que Deus é amor, cheio de graça e não deseja a morte do pecador.

No v. 20, o jovem rico afirma ter guardado a lei desde a sua mocidade. A sua resposta foi sinceira, mas superficial e inexacta. Ele foi talvez como Paulo (Fil. 3:6), irrepreensível em termos de actos exteriores, mas não em suas atitudes e motivações interiores (Cf. Mat. 5: 21-48)

 

4. Estão na igreja mas não vivem como filhos de Deus.

 

No v. 29 de Lucas 15, percebe-se que o filho agia ou servia o pai como escravo e não como filho. Servir era para ele uma simples obrigação e não a expressão de amor como filho.

Tem pessoas nos nossos dias que fazem a mesmíssima coisa. Servem a Deus como uma mera obrigação sem manifestar o devido amor a Deus e ao seu trabalho.

 

5. Vivem dentro da igreja mas não usufruem das pertenças do pai.

 

No v. 31, entende-se que o filho não se sentia dono ou melhor, não se considerava como alguém tomando parte naquilo que era do pai.

Nesse v.31, disse o pai:  “…Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.”.

Ele era rico, mas estava a viver na miséria... tinha toda a riqueza do pai à sua disposição, mas vivia como escravo, sem se sentir dono de nada.

Assim, também, muitos vivem na igreja sem desfrutar das coisas do Pai... sem se sentir possuidores ou responsáveis daquilo que é do Pai... não se sentem como filhos, mas novamente, como escravos! TEM CRENTES QUE PARECEM MENDIGOS ESPIRITUAIS


6. Não se alegram com a salvação dos outros


Observe no v. 30 o que disse aquele filho mais velho: “Porém esse seu filho [veja o modo como se referiu ao irmão dele] desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!”

Repare a amargura nas palavras dele... Ele já tinha falado que trabalhava como escravo sem nunca ganhar um cabrito para fazer festa com os amigos...

Esse filho mais velho ficou irritado com a misericórdia do pai... Ele não se alegrou com a restauração do seu irmão caído. Para ele, quem erra não tem chance de restauração, não merece perdão. Na religião dele, não havia agenda para o amor. Sua amargura era tão grave quanto o pecado de desperdício que o irmão havia cometido fora de casa.

Amados, quem está dentro da igreja e vive com o coração amargurado contra um irmão, está em trevas, está perdido. Está perdido, talvez não no sentido de estar sem a salvação, mas perdido sem a alegria da salvação.


I I. UM RECADO AO PERDIDO DENTRO DA IGREJA

 

A Bíblia está repleta de recados ou recomendações para aqueles irmãos que, mesmo estando dentro da Igreja, mesmo sendo membros comungantes de uma Igreja, estão em situação de perdição uma que vez que não têm relação de Pai e Filho com Deus. Esta relação decorre apenas através da aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal. A classe social ou a posição que cada crente ocupa no seio da igreja não é e nunca será um penhor para a salvação que só Jesus Cristo oferece.

Dai, a necessitude de deixar aqui sete (7) recados ou seja, sete (7) recomendações para todo aquele que, independentemente do tempo que já faz na igreja, precisa fazer um compromisso sério com Jesus: 


1. Saia da Ignorância espiritual


A ignorância se refere à falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou ainda à crença em elementos amplamente divulgados como falsos. Em situação em contrapartida o ignorante estabelece critérios que desclassifiquem o conselho alheio, em prol da sua falta de conhecimento, busca estabelecer ideias falsas sobre si mesmo e o mundo que o cerca de forma errónea, que desagrade aqueles que o cercam. Ignorância é não saber, ou ignorar conhecimento, omitir-se conhecer ou passar a conhecer, é negar a captação e aceitação do conhecimento bíblico provável e comprovado através de obra do Espírito Santo.

Em João 4:5-15 encontramos o relato da mulher samaritana com Jesus. Esta mulher estava diante de duas fontes de água e ela foi tão ignorante que não conseguiu descobrir que diante dela estava a outra fonte que dava a água viva. O poço de Jacob era feito por mãos humanas e apenas saciava as necessidades físicas. Jesus aparece como a fonte da água que dá a vida eterna mas a ignorância da mulher era tão puxada até ao ponto de comparar Jesus com os seus pais. A samaritana bem como Nicodemos (João 3:4) não davam conta que Jesus falava das suas necessidades espirituais. A seu ver, o que mais importava era uma água que faria com que parasse com as voltas até ao poço de Jacob: pura ignorância.

Quem já tem frequentado a igreja onde Jesus é amplamente ensinado, precisa sair da sua ignorância e tornar clarividente. Está com sede e não está a perceber que tem a fonte de água da vida a sua volta.


2. Abandone seus próprios conceitos. Reconheça seu estado de completa perdição.


Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus  Rm 3.23. Esta passagem significa que todos os homens - sem qualquer distinção (core, tribo, classe social…) – provam infelizmente a mesma incapacidade em respeitar os padrões divinos.

Declare como o homem de Lucas 18.13:  “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”. Este cobrador de imposto confrontado à realidade do seu pecado, teve apenas uma reacção: humilhar-se e arrepender-se. Não existe outra esperança para o pecador senão a compaixão de Deus. É precisamente a este tomada de consciência que a lei de Deus pretende levar todo o pecador (Rom. 3:19-20; Gal. 3:22-24)

 

3. Confesse seus pecados a Deus com sinceridade


Deus é santo e justo, mas cheio de amor para com o pecador que se arrepende. A sua palavra declara: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;  (Actos 17.30).

Já não importa o tempo que você já fez ignorando a salvação que está em Cristo. Basta arrepender-se com toda sinceridade e lealdade agora, Ele perdoa. Por que então esperar outro dia?

 

4. Creia que Deus pode perdoar seus pecados


Deus pode perdoar-te porque Seu Filho, Jesus Cristo, levou na cruz o castigo que você merecia: “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele  (Is. 53.5). O messias (Jesus Cristo) não sofreu por causa dos seus próprios pecados porque ELE NÃO TINHA PECADO (refira-se em Heb. 4:15; 7:26), mas carregando consigo o pecado dos homens, Ele sofreu a ira de Deus em lugar dos pecadores. Basta você crer nesta obra expiatória de Cristo, o seu sangue te purifica de todo pecado ( 1 João 1:7).

 

5. Aceite essa oferta gratuita


Em João 3:36, a bíblia afirma: «Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece». Aqui está mais um desafio e um dilema: crer em Jesus para ter a vida ou não crer e padecer a ira de Deus. O João Baptista em seus ensinamentos, apresentava uma alternativa: ou uma fé autentica, ou uma desobediência aberta mas sabendo que o julgamento estava próximo. Recusando-se ficar em frente da cena, João Baptista convidava as pessoas a crer em Jesus Cristo e exprimia de forma explícita a última consequência da recusa de crer: «a ira de Deus» (Mat. 3:7)

Em nenhum outro há salvação debaixo da terra senão em Jesus (Actos 4.12). Devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar. É assim que o recebemos. Se clamarmos assim, Ele deve salvar-nos, ou Deus estaria mentindo, e Deus não pode mentir.

Se Jesus nos amou a ponto de morrer para nos salvar, então desapontar-nos-ia quando invocássemos o seu nome?   É claro que não!   Deus o ama e deseja que você seja salvo. Você gostaria de receber Jesus como seu Senhor e Salvador neste instante?

Eis uma oração que você pode fazer agora mesmo com todo o coração:

"senhor jesus, obrigado pela revelação da sua palavra; perdoa todos meus pecados. aceito-te e recebo-te como meu senhor e salvador pessoal, faça comigo a sua vontade. amem! "

Uma vez feita esta oração com é considerando-a com suas próprias palavras, vá ao ponto a seguir.

 

 

6. Agora agradeça a Deus


 Graças a Deus, pois, pelo seu dom inexprimível  (II Co 9.15). O dom inefável pelo qual Paulo agradece é Cristo (Refira-se em Rom. 8:32). Quem já aceitou Jesus na sua vida com seu salvador, tem muitos motivos para agradecer e adorar a Deus, pois, não existe maior amor do que dar o seu próprio filho como sacrifício para salvar tudo mundo. Para o «pecador» salvo, é uma graça, é mais que uma bênção. Logo, acções de graça e adorações devem ser constantes em toda a sua vida.


7. Saiba que uma nova vida começa para você


Se alguém está em Cristo, nova criatura é: As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo  (2 Co. 5:17). A expressão nova criatura remete-nos à ideia de um ser recriado a um nível de excelência qualitativamente diferente. Este termo nos leva à noção da regeneração, do novo nascimento (João 3:3; Ef. 2:1-6; Tit. 3:5). Lá está envolvido o perdão dos pecados do crente, que Cristo pagou pela sua morte redentora (Gal. 6:15).

Nesta nova vida todas as coisas velhas ficam por detrás. Tudo que pertence a antiga vida – sistema de valores, as prioridades, as crenças, as paixões e os projectos – desaparece na vida da pessoa regenerada. O mal e o pecado continuam presentes, mas o crente os considera numa perspectiva nova: já não têm poder sobre ele

 

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Ev. João Mendes MONA MPANZU

Contacto: cacgetsemane@yahoo.com.br

 

Par CAC GETSEMANE - Publié dans : EVANGELIZANDO
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